Sou professor de Yoga há 20 anos. Conheço as ferramentas. Sei o que o corpo precisa.
E, mesmo assim, em um período em que a vida acelerou além do que eu conseguia controlar — quatro filhos em três anos, 40 anos completados, noites interrompidas e uma empresa para tocar — comecei a sentir dores na lombar e o pescoço travado. Coisas que eu costumava ver nos alunos.
O problema não era falta de conhecimento. Era falta de uma forma de colocar tudo isso em prática nas manhãs reais, com pressa real e cansaço real.
Foi aí que criei algo que coubesse nessas manhãs: oito minutos de movimento, respiração e atenção. Simples o suficiente para funcionar até nos dias piores.
Não foi uma invenção. Foi uma necessidade.
Durante a pandemia, quando precisei simplificar tudo, propus às pessoas apenas uma coisa: ensinar a se moverem um pouco em casa. Achei que estava empobrecendo o meu trabalho. Na verdade, estava encontrando o que elas precisavam.
Certa manhã, um homem me abordou durante uma corrida no bairro. Ele fazia meus treinos online e contou que a qualidade de vida tinha melhorado no trabalho, no dia a dia e até no relacionamento familiar. Falou como se me conhecesse há anos.
Não me conhecia pessoalmente. Mas aquela conversa me lembrou por que faço o que faço.
Daniel Suassuna